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Curiosidades

O Homem Mais Velho do Mundo Celebra 100 Anos de Uso do Tefilin

O Homem Mais Velho do Mundo Celebra 100 Anos de Uso do Tefilin

Adaptado de de Yerachmiel Tilles

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Aproximando-se do seu 113º aniversário, o sobrevivente do Holocausto Yisrael Kristal vai fazer história

O homem vivo mais velho do mundo, Yisrael Kristal, um sobrevivente do Holocausto que mora em Haifa, Israel, está um ano mais velho no livro dos recordes, que marcou seu 113º aniversário em 15 de setembro.

Porém, em 22 de Elul, que este ano corresponde a 25 de setembro, Kristal celebrou seu 113º aniversário judaico (considerado na tradição mística judaica como semelhante a um Rosh Hashaná anual pessoal) e a distinção ainda mais rara de fazer 100 anos desde que começou a usar tefilin durante as preces diárias. Numa entrevista com Sichat Hashavua – uma circular semanal publicada por Chabad em Israel – Kristal disse que desde seu 13º aniversário, tem usado tefilin todos os dias, exceto em circunstâncias extremas durante as duas grandes guerras.

Ele declarou: “Em vez de ser aclamado como o homem mais velho do mundo, eu preferia ser conhecido como o usuário de tefilin por mais tempo no mundo.”

Kristal nasceu em Zaenow, Polônia, em 22 de Elul de 5663 (15 de setembro de 1903). Sua mãe faleceu quando ele tinha 7 anos de idade. Seu pai foi requisitado para o exército russo durante a Primeira Guerra Mundial e em seguida foi morto, deixando Yisrael sozinho aos 11 anos. Porém, seu pai tinha lhe dado uma sólida educação tradicional judaica, e isso o ajudou a ser um homem de profunda fé e comprometimento religioso no decorrer de sua vida.

Seu 13º aniversário judaico, geralmente celebrado como uma data importante e feliz, passou sem comemoração devido à guerra. Porém, como gerações de homens judeus antes dele, ele começou a usar tefilin todos os dias, com a exceção de Shabat e feriados.

Cem anos mais tarde, cerca de 100 membros da família e amigos reuniram-se para celebrar seu bar mitsvá. Trinta bisnetos estiveram ao seu lado desejando Mazal tov!

Reconstruindo uma Família

Em 1920, Kristal mudou-se para Lodz, na Polônia, para juntar-se ao comércio da família, onde eles faziam e vendiam balas e outros doces. Ele trabalhou ali durante 20 anos, tornando-se um mestre no assunto.

Kristal perdeu a esposa e dois filhos durante a Segunda Guerra, além de outros parentes. Ele sobreviveu a Auschwitz, a;em de Wustegiersdorf, Dornhau e Schotterwerk, campos de concentração nazistas. Quando foi resgatado pelas Forças Aliadas em maio de 1945, pesava 37 quilos, e estava à beira da morte.

Partiu para Israel em 1950 com sua segunda esposa, Batsheva, também uma sobrevivente, e seu filho bebê Hayim, estabelecendo-se em Haifa. Logo foram abençoados com uma filha, Shulamit, e abriram a Fábrica de Doces Kristal em 1952, na Rua Shivat Zion. A firma tornou-se bem sucedida no decorrer dos anos até sua aposentadoria em 1970.

Hayim e Shulamit tiveram nove filhos – e seus filhos tiveram filhos – reconstruindo assim a família que seus pais tinham perdido na Europa.

Tudo Tem Um Motivo

Em 2012 com a idade de 109 anos, Kristal foi reconhecido como o mais velho sobrevivente do Holocausto do mundo. Numa entrevista com The Jerusalém Post, sua filha, Shulamit Kuperstoch, disse: “O Holocausto não afetou suas crenças. Ele não é uma pessoa irada; não é alguém que procura vingança Ele acredita que tudo tem um motivo neste mundo e que foi salvo porque essa foi a vontade de D'us.”

Este ano, quando entrevistado pelo Livro Guinness de Records e na cerimônia na sua casa em Haifa, Shulamit declarou que a calma reação de seu pai a toda agitação sobre ele ser o homem vivo mais idoso do mundo encerrava sua visão básica sobre a vida: Eu não criei nada; não descobri nem revelei nada de novo no mundo. Tudo veio do Céu. O Todo Poderoso me dá vida, e simplesmente vivo. Não é pela minha própria força ou inteligência ou qualquer estilo de vida em particular. Tudo vem através do Criador de Tudo. Ele me concedeu vida longa, e sou grato a Ele por isso.”

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