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Por Que o Ódio a Israel

Por Que o Ódio a Israel

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Nós vivemos em um mundo mau. Não é nenhuma novidade. O mundo anda muito ruim desde que foi inaugurado. Foi por isso que D’us o destruiu e recomeçou do zero (com um espetáculo iniciando a nova experiência, é preciso dizer).

A partir de uma perspectiva moral, observem o mundo desde o ano 2000.

A Coreia do Norte continua a ser um país que é, inteiro, essencialmente, um enorme campo de concentração.

O Tibete, uma das culturas mais antigas da humanidade, continua ocupado e sendo destruído pela China.

A Somália não existe mais enquanto país. Trata-se de um estado anárquico em que o mais cruel e o mais forte (geralmente o mesmo) prevalece.

No Congo, entre 1998 e 2003, cerca de 5.5 milhões de pessoas foram mortas – quase o mesmo número de judeus que morreram no Holocausto.

Na Síria, cerca de 150 mil pessoas foram mortas nos últimos três anos e milhões perderam os lares.

No Iraque, quase toda semana vemos assassinatos em massa causados por bombas terroristas. (Agora, uma ordem para mutilação genital feminina também em massa está em vigor no tal califado. N.T.)

No México, desde 2006, aproximadamente 120 mil pessoas foram mortas nas guerras do tráfico travadas no país.

O Irã, uma ditadura teocrática que defende o genocídio, está prestes a conseguir fabricar armas nucleares.

Comunidades cristãs no Oriente Médio são aniquiladas; o massacre de cristãos é rotina na Nigéria.

É claro que o século 20 foi ainda mais sangrento, mas estamos apenas no 15º ano do século 21. Não obstante, mostrar o quanto o mundo é terrível para com tantos habitantes não é meu objetivo. O que quero demonstrar é que, apesar de tanta maldade e sofrimento, o mundo concentrou maciçamente a atenção nos supostos malfeitos de um país: Israel. O que torna tal fato tão digno de nota é que Israel está entre os países mais humanitários e livres do planeta. E o que é pior, é o único país do mundo sob ameaça de aniquilação.

Este é o único caso da História em que os povos dos países livres tomaram as dores de um estado policial contra um estado livre. É impossível apontar qualquer outra ocasião na História Moderna – a única ocasião histórica em que existem sociedades livres – na qual, em uma guerra entre um estado livre e um estado policial, o estado livre foi considerado o agressor. É porque uma situação como a de Israel e dos inimigos do país nunca ocorrera antes.

A questão é, claro, por quê?

Por que em uma época na qual um shopping center do Quênia é bombardeado, na qual terroristas islâmicos massacram cristãos na Nigéria e milhares de pessoas morrem na Síria, o mundo está preocupado com uns 600 palestinos mortos como resultado direto de lançarem milhares de mísseis com a intenção de matar tantos israelenses quanto possível?

Por que essa obsessão contra Israel desde a fundação do país e, em especial, desde 1967?

Não pode ser ocupação. A China ocupa o Tibete e o mundo não presta a menor atenção. E a criação do Paquistão, que ocorreu ao mesmo tempo da criação de Israel, deu origem a milhões de refugiados muçulmanos (e hindus). Mesmo assim, ninguém presta atenção ao Paquistão, tampouco.

Há apenas duas explicações para essa anomalia moral. A primeira é uma predileção quase mundial pelos valores e ideias esquerdistas. Segundo esse viés de pensamento, os ocidentais estão quase sempre errados ao combater países ou grupos do Terceiro Mundo; e a parte mais fraca, especialmente se não for ocidental, é quase sempre rotulada de vítima quando combate um grupo ou país mais forte, em especial se este for ocidental. O esquerdismo substituiu o “bem e mal” por “rico e pobre”, “forte e fraco”, e “Ocidental (ou branco) e não-Ocidental (ou não-branco).” Israel é rica, forte e ocidental; os palestinos são pobres, fracos e não-ocidentais.

A única outra explicação possível é Israel ser judia.

Não existe qualquer outra explicação racional, pois a ideia fixa com, assim como o ódio por Israel não são racionais. Israel é um país particularmente decente. Ela é miúda, é mais ou menos do tamanho de Nova Jérsei e é menor que El Salvador; e enquanto existem mais de 50 países muçulmanos, existe apenas um país judeu.

Israel deveria ser admirada e apoiada, mas não odiada a ponto de existirem dúzias de países cujas populações querem ver Israel aniquilada, o que, mais uma vez, é um fenômeno singular. Nenhum outro país do mundo jamais foi escolhido para ser exterminado.

Por mais difícil que seja para as pessoas modernas e pouco religiosas aceitarem, o judaísmo de Israel é a razão maior para o ódio a ela dedicado.

Ironicamente, este fato, bem como a obsessão pelos judeus antes da existência de Israel, confirma para este observador o papel divino que os judeus desempenham na História. Poucos judeus se dão conta desse papel e um número ainda menor o deseja. Mas, a não ser pela influência da esquerda, não há outra explicação para a animosidade contra Israel.

Por Dennis Prager
Publicado na coluna de Rodrigo Constantino. Traduzido por Claudia Costa Chaves.
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9 Comentários
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Arthur Wellten 22 Julho, 2017

Tendo como base a maldade que se prolifera no mundo, pessoas, instituições ou países (em nosso caso: Israel) que mantém seu nível de bondade, lógica e temor a Ad-nai são postas como erradas. Explico:

Temos visto de forma terrível a inversão de valores no mundo, onde o mal é tido como normal. Pois bem, estes sempre terão ódio do bem, seja uma pessoa, instituição ou país.

Já tive casos de ser menosprezado ou até ridicularizado por aplicar a retidão em meus atos de acordo com os mandamentos.

Portanto, o mal tenta vencer o bem. Mas bem sabemos que isto é impossível. Reply

Tatiana Vitória, ES 3 Dezembro, 2016

Um ódio irracional.Eu não consigo entender da onde vem. Queria entender, eles só querem paz e é o que eles mais não tem. É triste demais ver isso diante dos nossos olhos, um ódio cego a troco de quê? Por que? Para quê isso? Reply

P Balla Sp Brz 15 Outubro, 2016

Existe um ponto que não foi especificado neste artigo que acredito ser crucial nesta compreensão do ódio a Eretz Israel os judeus a sagrada Torah e o D'US de Israel.
Enquanto H*shem nos ensina a justiça social, os 613 mandamentos o respeito e a santidade da vida (isso até com nossos inimigos) praticar o bem acima de tudo, os Judeus possuem a arma mais poderosa contra os que são seus inimigos que não podem deixar que a ética e a moral dos ensinamentos de D'US não podem de maneira nenhuma chegar aos que foram manipulados com mentiras que os judeus são o mal da humanidade pois ai, se criaria a duvida entre os próprios inimigos gerando uma rachadura.
Talvez o engano dos judeus tenha sido não espalhar a verdade (não estou dizendo conversões) mas já que D'US ordena que para a vinda do Messias o mundo deverá estar de acordo com pelo menos com as leis Noéticas (para os não Judeus) acredito que falte mais ação, em divulgar as Leis de Noéticas para a humanidade criando assim uma corrida a H*SHEM Reply

Alexandre kalina RJ, RJ via beitchabad.org.br 12 Setembro, 2016

Eu apóio o Estado de Israel ! Reply

Alexandre Kalina RJ, RJ via beitchabad.org.br 10 Setembro, 2016

Estado de Israel Muito bem colocados os comentários no texto sobre a esquerda hipócrita .A esquerda antijudia é realmente hipócrita . Reply

Rogerio Freitas Alegrete, RS 10 Junho, 2016

Israel Mesmo que o mundo inteiro se levante contra Israel, ele jamais será aniquilado. D'us está com eles. Oremos por Israel. Reply

Luiz Belo Horizonte 13 Fevereiro, 2016

Entendendo o presente É preciso ir fundo e procurar saber o que é a esquerda na realidade, de onde vem essa forma de pensar, quem de fato manipula as tendências do "pensar" da humanidade e porque assim o faz... Com certeza as raízes são históricas e profundas! Reply

Maria Suzana Costa Galvão Recife, PE - Brasil 29 Novembro, 2015

Muito bom! Mas, talvez eu seja "suspeita" prá falar (rsrs), pois, embora não tendo nascido num lar Judeu, acontece comigo exatamente o contrário da maioria, ou seja, sempre tive uma admiração e um carinho enorme e até "irracional" (rsrs)!!! Vejo que temos a opção de divulgar o artigo pelo Face... Lá estou como Suzana RC. Shalom! Reply

Anônimo BALLA 25 Julho, 2017
em resposta a Maria Suzana Costa Galvão:

Vai saber seu sobrenome lusitano as vezes é de judeus convertidos a força durante a perseguição a judeus em Portugal e Espanha.
A genética grita alto e o bom filho a casa torna!!!!!
Segundo alguns sábios, poderiam dizer que seu carinho aos judeus se deve a uma alma judaica reencarnada, mas prefiro crer que sua genética seja parte desse bom sentimento e por que não os dois motivos não é verdade! Reply