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Resolver desavenças com o próximo

Resolver desavenças com o próximo

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Halachá Diária - por Kolel Rio

O mérito do estudo da Torá é tão grande que pode expiar por todos os pecados, até mesmo aqueles que os sacrifícios do Templo não expiavam. O estudo da Torá pode anular decretos celestiais impostos sobre as pessoas. Em especial deve-se tomar a iniciativa de resolver desavenças com os próximos. Se a pessoa tem ciência de que magoou ou causou dano a outrem - de qualquer espécie, proposital ou involuntariamente, de forma discreta ou em público, deve-se esforçar para buscar o perdão deste agredido, insistindo ao máximo para que o perdoe.

Se o dano causado a outra pessoa foi financeiro, para que seja possível iniciar o processo de Teshuvá (arrependimento e conserto), antes de mais nada, é necessário obviamente saldar a dívida com o próximo. Em seguida, deve-se pedir desculpas visando que o próximo o perdoe pelo sofrimento causado. Por fim, deve confessar verbalmente este pecado diante de D'us. Quem, D'us nos livre, envergonhou o próximo, proposital ou involuntariamente, deve pedir veementemente o seu perdão completo, e só depois deve confessar verbalmente este pecado grave diante de D'us. É importante ressaltar que quem magoou ou causou dano a outrem em público, deve pedir-lhe perdão em público.

Uma pessoa que tem consciência de que cometeu um pecado contra outra deve ir até esta, detalhar diante dela o pecado cometido e finalmente pedir o seu perdão de forma explícita. Se o pecador tem noção de que o detalhamento do pecado pode causar sofrimento ou constrangimento à pessoa, ele deve apenas pedir perdão e se esforçar para anular toda influência sobre o agredido dos fatores relacionados ao pecado. O perdão deve ser pedido pelo próprio causador, a não ser que este saiba que o agredido preferirá e aceitará melhor o pedido de perdão se este vier por meio de um mensageiro ou seu representante.

Se o agredido não está disposto a perdoar, o pecador deve convocar três homens que o acompanhem no pedido de perdão. Caso esta iniciativa - com esta composição - não adiante, deve repeti-la mais duas vezes. Se, depois da terceira tentativa, o agredido não aceitar o pedido de perdão, o pecador passa a estar isento de insistir e este que não perdoou é que passa a ser considerado o pecador.

Neste contexto, é muito importante e correto do ponto de vista judaico aceitar o pedido de perdão e perdoar em geral as pessoas, já que o Todo-Poderoso é piedoso e indulgente, perdoando inúmeras vezes. Além disso, Ele age conosco por meio do conceito "midá kenegued midá" ("medida por medida") - ou seja, se queremos que D'us perdoe os nossos pecados, devemos perdoar os pecados cometidos contra nós.

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Samua de Brito Paiva Rio de Janeiro 6 Outubro, 2015

Semana passada perdi a paciência com uma colega de trabalho (erro meu). Hoje, antes de ler este artigo, lhe pedi desculpas. Sorte minha que ela me aquieceu, se não teria que fazer mais duas tentativas!
Achei a ética judaica fantástica! Reply