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O Que Nos Torna Humanos?

O Que Nos Torna Humanos?

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Ontem meu olho foi atraído por uma foto de uma charmosa senhora chinesa conhecida pelos seus amigos como Yangyang. Ela tem cabelos longos, um sorriso atraente, usa óculos Sarah Palin, e um estilo calmo e gracioso. Não apenas ela fala um mandarim impecável como é também fluente em japonês e pode desejar a você um ótimo dia em outros doze idiomas. Mas ela é inegavelmente horripilante. Veja, Yangyang, revelada há dois dias em Beijing, é um robô, e não um personagem num filme de ficção científica. Yangyang é real. Talvez eu seja sensível demais a essas coisas.

Veja você um ancestral meu, Rabi Judah Loewe, o famoso Rabino de Praga no Século Dezesseis, é creditado, pelo menos na lenda, como tendo inventado o primeiro robô, conhecido como Golen. Feito de barro e trazido à vida por um encanto místico, era um robô muito decente, com aparência humana, que se movia, criado pelo rabino para defender os judeus de Praga dos ataques antissemíticos. O único limite que Rabi Loew impôs foi que ele tinha de ser desligado no Shabat.

Numa sexta-feira, o rabino esqueceu de desligá-lo, e o Golen teve um ataque até que o rabino conseguiu remover o nome místico que lhe dera vida, quando então ele desabou em pedaços.

Ora, não estou supondo que Yangyang vai ter um ataque, mas creio que uma linha está sendo borrada, especialmente quando você junta essa história com outra que veio da China há menos de duas semanas, que pesquisadores em Guangzhou usaram, pela primeira vez, técnicas para editar genes em embriões humanos, criando modificações numa linha de germes que poderia mudar o próprio curso da evolução humana.

A que ponto os seres humanos e as máquinas vão se fundir, com robôs se tornando humanos e humanos desenhados como robôs.

Yuval Harari termina seu recente livro Sapiens com essa possibilidade. “Podemos estar nos aproximando depressa de uma nova singularidade,” diz ele, “quando todos os conceitos que dão significado ao nosso mundo – eu, você, homens, mulheres, amor, ódio – se tornarão irrelevantes.”

Aqueles que não são abalados por essa questão, acrescenta ele, provavelmente não pensaram a respeito o suficiente.

Chegou o momento, acredito, para uma séria conversa global sobre o que nos torna humanos, ou na linguagem da Bíblia, à imagem e semelhança do próprio D'us. Não vamos perder nossa humanidade num ataque de falta de reflexão, apenas porque parecia uma boa ideia na hora.

Por Rabino Jonathan Sacks
Lord Rabino Jonathan Sacks, antigo Rabino Chefe da Grã-Bretanha e da Comunidade Britânica, além de famoso escritor e palestrante sobre Chassidismo. É fundador e diretor do Meaningful Life Center (Centro para uma Vida Significativa).
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Marcelo Costa Rio de Janeiro 10 Setembro, 2015

Robôs ou humanos? Após ler o artigo, refleti bastante a respeito. Lembrei-me que a questão é muito antiga. Os filmes de Hollywood são pródigos e nunca conseguem esgotar o assunto, pois se trata de uma questão que envolve a própria essência humana.
Por mais estranho que possa parecer, esses mesmos filmes sempre indicam, ainda que de forma não direta, a verdade que nos foi revelada pela Torá: alma.
O ser humano só é ser humano pela existência da alma. Porque fomos criados à Sua imagem e semelhança. Porque temos consciência e discernimento entre o bem e o mal.
Máquinas jamais serão humanas. Um algorítmo jamais substituirá o temor ao Eterno ou terá uma bênção em alguma sub-rotina. Reply

Shirley São Paulo, SP via beitchabad.org.br 9 Setembro, 2015

O que nos torna humanos? Maravilhoso artigo! O robô, apesar de aparentar docilidade e delicadeza, não passa de uma máquina programada para fingir. Expressa amor ou ódio, de acordo com a programação. Uma das coisas que nos torna humanos é a capacidade de julgar, discernir, escolher. Já estamos um pouco robotizados, programados pela mídia, pelo consumismo, pela moda. O que aprendo com o judaísmo é justamente ter a opção de decidir. Isto é liberdade. Reply