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A Filosofia de Auschwitz

A Filosofia de Auschwitz

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Por Osias Wurman,
Jornalista, cônsul honorário de Israel no Rio de Janeiro. Em O Globo/Opinião, 30 de janeiro, 2015

Passados 70 anos, a Europa volta a viver o pesadelo do racismo, xenofobia e ódio étnico. Esta semana comemoramos os 70 anos da libertação do campo de extermínio nazista de Auschwitz. ‘Arbeit macht frei’ (“O trabalho liberta”) é a mensagem que encimava o portão de entrada do maior centro de tortura e matança da história da Humanidade. Em Auschwitz, foram mortos um milhão de judeus, 74 mil poloneses, 21 mil ciganos, 15 mil prisioneiros de guerra soviéticos e 15 mil civis de outras nacionalidades.

Em 27 de janeiro de 1945, o Exército soviético entrou no complexo de campos de Auschwitz, Birkenau e Monowitz, liberando cerca de sete mil prisioneiros, a maioria doente e moribunda. A SS nazista deportou 1,3 milhão de pessoas para o “complexo da morte”, entre 1940 e 1945. Destes, 1,1 milhão foram exterminados. Os médicos da SS realizaram monstruosas experiências no hospital localizado no bloco 10 do campo, onde usaram como cobaias bebês, gêmeos, anões e mulheres que eram esterilizadas. O chefe desta indignidade foi o médico Josef Mengele que, supostamente, exilou-se no Brasil após a derrota nazista.

Passados 70 anos, a Europa volta a viver o pesadelo de racismo, xenofobia e ódio étnico. Partidos de extrema-direita voltam a galgar popularidade, com destaque para a França, Alemanha, Itália, Bélgica e outros países.

Os governos da Alemanha e da França estão empenhados com sinceridade em combater a evolução do racismo e do antissemitismo, mas, parece notório, que há muito por fazer. É preciso divulgar, com muita frequência e intensidade, o que foi a desgraça trazida pelo nazismo, um movimento derrotado, que foi idealizado para durar mil anos mas não passou dos 12 anos de existência.

Derrotar a filosofia de Auschwitz é derrotar o ódio, a ignorância histórica e a passividade popular.Dizem os historiadores que as estradas que levavam a Auschwitz foram construídas pelo ódio, mas foram pavimentadas pela indiferença mundial.

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