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Atualidades

A Batalha por Jerusalém

A Batalha por Jerusalém

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Como pode o seu coração não ficar partido ao ver a cena horrível de judeus em talit e tefilin cobertos de sangue? Desde o Holocausto, não víamos imagens tão assustadoras, judeus rezando na sinagoga, abatidos como gado - enquanto velas estão sendo levadas em celebração em Gaza… Qual deveria ser nossa reação? O que fazemos com nossa revolta e fúria? Como fazemos para não entrar em negação?

Não se engane: os atuais ataques contra judeus nada mais é que uma batalha por Jerusalém e o Monte do Templo (como estamos claramente testemunhando hoje) - uma batalha que vem acontecendo há séculos, se não milênios.

Começando com o conflito dentro do útero de Rebeca entre os irmãos gêmeos, Esav e Yacoov na porçnao Toledot, a guerra por Jerusalém definiu o curso da história. Como Rivka foi informada por D'us, em resposta à sua pergunta por que a gravidez dela foi tão difícil: “Duas nações estão em seu útero. Dois reinos vão se separar dentro de você. A mão de cima irá de um reino a outro. O mais velho servirá ao mais jovem,” “quando um levanta, o outro cairá, e assim declara o versículo [1]: ‘Eu me tornarei cheio com a cidade destruída’. Tyre ficará cheio [ganhou poder] somente com a destruição de Jerusalém.” [2]

Desde que Esaú ergueu sua espada e Ishmael sua faca essa tem sido uma parte trágica da nossa história. Mas isso não nos consola. Quanto mais sangue inocente tem de ser derramado pelo “homem feroz” (pereh odom) e o “guerreiro” (ish Melchomo)?! A batalha por Jerusalém jamais terminará? E acima de tudo, o que podemos e o que devemos fazer sobre isso?

Maimônides escreve que quando uma calamidade se abate sobre uma comunidade devemos gritar, examinar nossas vidas e corrigir nossos caminhos. Dizer que a calamidade é apenas a maneira do mundo e uma coincidência é cruel e insensível. Então, exatamente, o que podemos fazer em face à nossa recente tragédia coletiva?

Construir Jerusalém
A resposta está na mesma gravidez conflituosa: “quando um sobe, o outro irá cair, Eu ficarei repleto pela cidade destruída. Tyre ficará poderoso somente com a destruição de Jerusalém.”

Para recuperarmos o poder devemos reconstruir Jerusalém. Devemos construir aquilo que nossos inimigos procuram destruir.

O horrendo ataque aos judeus ocorreu dentro de uma sinagoga em Yerushlayim. Um shul é chamado um “mikdash me’at” - um Templo Sagrado em microcosmo. “Quando um sobe o outro irá cair: Quando construímos e fortificamos Jerusalém - física e espiritualmente - o “outro lado” naturalmente cai. Para cada ataque a um judeu, especialmente em Jerusalém, precisamos construir um edifício ainda maior. Fisicamente - como nas casas, sinagogas, escolas. E a Jerusalém espiritual, o que significa intensificar nossa “completa reverência” do divino - a etimologia de Yerushalayim é formada por duas palavras: Yirah sholom, total reverência.

Amor infundado
Como reconstruímos nossa Jerusalém espiritual e física e seu Sagrado Templo? O Talmud nos diz [3] que uma geração que não reconstrói o Templo é considerada como se o tivesse destruído. Porque o Templo foi destruído pelo ódio infundado, e enquanto não corrigirmos isso continuamos responsáveis pelo contínuo estado de destruição.

Assim o caminho mais claro para construir Jerusalém e seu Templo Sagrado é criar uma base de amor infundado - para contrabalançar o ódio infundado - eliminando assim a causa e portanto o efeito da destruição de Jerusalém. “Construam-me um santuário e Eu habitarei entre vocês”, diz D'us ao povo, O Templo é um canal e veículo para a Divina Presença entre nós no mundo material.

Devemos reconstruir o Templo em nossa época. Devemos transformar nossas vidas, comunidades, sociedades num Divino Santuário. E assim preparar o terreno para a reconstrução do Templo físico em Jerusalém. Na verdade, somos ensinados que o Templo acima está espiritualmente pronto; tudo que precisa é estudo, prece e caridade.

Ao vermos judeus profanados em seu momento mais sagrado - em prece, envoltos num talit e tefilin num santuário sagrado - há uma única resposta: comprometa-se a construir mais santuários; frequente os serviços com mais frequência; envolva-se em talit e tefilin e reze como nunca antes.

Mitsvot que Protegem
Cada mitsvá é um ato de luz afastando a escuridão. Mas há certas mitsvot que têm propriedades únicas de divina proteção contra inimigos. Essas incluem: a mitsvá de afixar uma mezuzá na porta, que oferece proteção [4]; doar generosamente para tsedacá, que “salva da morte” [5]; e colocar tefilin, sobre a qual é dito “todas as nações do mundo verão que o nome de D'us é chamado sobre você, e eles o temerão” [6]

Tefilin:
Pelo mérito dos sagrados mártires que foram abatidos enquanto a unidade de D'us era proclamada no tefilin atado aos seus braços e testas, que cada um de nós se comprometa a colocar tefilin todo dia, e se já o fazemos, devemos encorajar e inspirar um amigo, colega, familiar, qualquer pessoa e toda pessoa a colocar tefilin.

Mezuzá:
Que possamoa adornar nossos batentes com sagradas mezuzot, proclamando que este edifício é dedicado como um santuário para D'us, e está protegido por ele. A mezuzá simplesmente e docemente diz: D'us reside aqui. “D'us protegerá a ti ao sair e ao voltar agora e sempre” [7]

E tsedacá - que não é apenas doar para caridade, mas também inclui atos de justiça e bondade. A tsedacá proclama em voz alta e clara: nós judeus estamos aqui para mudar o mundo, trazer justiça à equação, afastar as trevas egoístas com nossa luz do altruísmo.

Filhos
Em tempos de crise os judeus sempre reuniram os filhos e os fizeram recitar versículos, preces e fazer caridade.[8]

Como escreve o Rei David no Livro dos Salmos: [9] “Da boca dos bebês e crianças Tu estabeleceste o Teu poder - para responder àqueles que Te negam, para silenciar o inimigo e os vingativos.”

Vamos reunir nossas crianças em casa, onde recitamos juntos versículos da Torá, rezamos e fazemos tsedacá juntos. Além de todos os outros benefícios ao fazer isso, seus filhos para sempre se lembrarão que nós judeus não nos ocultamos em tempos de desafio. Erguemo-nos com orgulho e abraçamos nossa fé e tradições.

Plano de Ação
Em suma, a reação judaica a um ataque covarde e selvagem é canalizar toda nossa revolta e fúria numa erupção espiritual para construir uma Jerusalém ainda mais forte, física e espiritualmente.

Aqui estão passos práticos e viáveis que cada um de nós pode dar: Tome a iniciativa de amar todo judeu, amigo ou estranho, com amor incondicional. Elimine o preconceito da sua vida.

Comprometa-se a aumentar e intensificar sua frequência à sinagoga e suas preces. Comprometa-se a ir mais vezes e a inspirar outros a irem também. Participe na construção ou ampliação de uma sinagoga ou escola judaica em Jerusalém. É bom fazer isso em qualquer lugar do mundo, mas à luz dos recentes eventos, especialmente em Jerusalém.

Se você não o fez até agora, comece a colocar talit e tefilin diariamente. Afixe mezuzot em todos os seus batentes, ou peça que sejam checadas. Aumente em tsedacá (caridade).

Toda manhã e noite seus filhos devem recitar versículos, preces e aumentar na caridade.

Coloque um chumash (Bíblia), sidur (livro de preces) e pushke (caixa de caridade) num local visível em sua casa, bem como no quarto das crianças. Inspire outros a fazerem o mesmo.

Esta é a maneira pela qual os judeus sempre reagiram a eventos desafiadores, sabendo que “quando um sobe, o outro desce:” Quando intensificamos a “voz de Jacob” - Torá, prece e boas ações - enfraquecemos as destrutivas “mãos de Esaú”.

Devemos adotar aquilo que sempre soubemos: “Quanto mais eles foram oprimidos, mais eles proliferaram e ganharam força” [10], fazendo de nós um povo invencível, que nada nem ninguém pode destruir.

Nós judeus sobrevivemos a todos os grandes impérios: os egípcios, os assírios, os babilônios, os persas, os gregos, os romanos, etc. Não apenas sobrevivemos, mas prosperamos. Vamos sobreviver e prosperar através desses recentes desafios.

E reconstruiremos Jerusalém e seu Templo sagrado em sua glória total, ainda maior que antes, e para a eternidade. Mikdash Adn-ei koninu Yodecho, Hashem Yimloch l’olam va’ed.

Se a história é um testemunho a tudo; se você puder ter certeza de alguma coisa, pode ter certeza disso.


Notas:

[1] Ezekiel 26:2
[2] Gênesis 25:23. Rashi sobre o versículo. De Meguilah 6a. Pesachim 42b.
[3] Talmud Jerusalém, Yoma 1:1
[4] Veja Talmud Avoda Zara 11 a. Menachot 33 b. Talmud Jerusalém Pe’eh
[5] Provérbios 10:2
[6] Deuteronômio 28:10
[7] Salmos 121:8
[8] Veja Esther Rabba 7:16
[9] Salmos 8:3
[10] Exôdus 1:12

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