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Brrrrrr… Que Frio!

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Uma história de vida judaica a zero grau

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Quando você pensa na Sibéria, o que vem à mente é o frio terrível, a área remota onde prisioneiros eram exilados sob os czares e os comunistas. Mas talvez você não associe a Sibéria com uma comunidade judaica calorosa e crescente. Agora, graças a emissários Chabad como Rabino Aharon e Dorit Wagner, essa imagem é uma realidade.

Os Wagners são israelenses, mas logo após seu casamento, eles se estabeleceram em Donetsk, Ucrânia, onde Aharon tinha trabalhado como emissário Chabad. Após seis meses, eles sabiam que desejavam ir para algum lugar onde não houvesse um Beit Chabad, onde nenhum emissário tinha ido antes, para reacender as centelhas do Judaísmo. Entraram em contato com Rabino Berel Lazar, Rabino Chefe da Rússia, e ele lhes recomendou a cidade de Irkutsk.

A antiga sinagoga em Irkutsk foi devolvida à comunidade judaica. Pessoas de diferentes religiões visitam essa sinagoga em Irkutsk “Até aquele dia, nunca tínhamos ouvido falar da cidade,” diz Dorit. “Fizemos uma busca na Internet e descobrimos que era na Sibéria. Nunca tínhamos estado na Sibéria, mas o irmão e a cunhada de Aharon são emissários em Krasnoyarsk, Sibéria, portanto pelo menos sabíamos onde fica no mapa.”

Os jovens Wagners chegaram a Irkutsk pela primeira vez após Rosh Hashaná em 2003. No momento em que desceram do avião, começou uma pesada nevasca. Naquela época, não havia ônibus para levar os passageiros do avião até o terminal, portanto eles tiveram de caminhar ao longo do pequeno campo no frio congelante. Eles pensaram que era uma tempestade de neve, mas foi apenas a primeira amostra que teriam do inverno na Sibéria.

“Quando chegamos lá, Dorit estava grávida do nosso primeiro filho. Não sabíamos se ali havia ou não médicos confiáveis. Não conhecíamos ninguém,”diz Aharon. “Os primeiros meses foram extremamente educativos. Tudo era complicado e exigia muito esforço.Víamos pessoas bombando água dos poços, e parecia que tínhamos voltado no tempo. Decidimos que seria melhor ter o filho em Moscou. O dia em que Dorit voou para lá, estava zero grau. Foi nosso primeiro inverno de verdade. Não sabíamos como passar por aquilo, mas por fim, nos acostumamos.”

Há dois anos, no dia da circuncisão de seu filho mais novo, a temperatura estava abaixo de zero. Os Wagners disseram que estavam tão cheios de alegria e gratidão a D'us, que nem sentiram o frio.

Como todos os emissários em locais distantes, os Wagners enfrentam muitos desafios: educação judaica para os filhos, comida casher, levantamento de fundos, falta de uma comunidade judaica e ainda mais. Os filhos têm professores particulares, e eles também usam a Escola Chabad Online para jovens emissários. As crianças já sabem que não podem simplesmente ir ao armazém comprar uma bala, pão ou iogurte, e que não podem comer na casa de seus amigos. Essas limitações significam que eles se alimentam de maneira saudável. A única comida que podem comprar é não processada; frutas, vegetais, peixe, ovos e fécula. A carne chega de Moscou. Dorit aprendeu a preparar seus próprios laticínios, como queijo e iogurte. Tudo que faz é home made.

“Estamos trabalhando para resolver muitos problemas, e nem sempre há uma solução,” diz Dorit. “O mais importante é olhar para o lado brilhante, lembrar por que estamos aqui e ser felizes por sermos os emissários do Rebe.”

Uma história gloriosa e um futuro promissor

Irkutsk tem uma rica história judaica. Os judeus têm morado lá desde o Século 17, quando prisioneiros judeus foram exilados para a Sibéria pela primeira vez. No século 18, foi fundada uma comunidade judaica, e Irkutsk terminou se tornando o centro judaico de toda a Sibéria. Em 1878, os judeus receberam permissão de estabelecer uma sinagoga lá. Foi construída em um ano e tornou-se um segundo lar para todos os judeus das áreas vizinhas.

Em 1931, a polícia russa fechou a sinagoga, mas isso não impediu os judeus da Sibéria de celebrarem o Shabat e as festas secretamente. Também continuaram a assar matsot, casar-se segundo a Lei Judaica, e realizar enterros judaicos. A sinagoga foi devolvida à comunidade em 1990.

“Poucos meses depois que chegamos a Irkutsk,” diz Aharon, “numa data historicamente importante, o 9 de Av, um incêndio irrompeu na sinagoga e destruiu completamente a parte interna. Graças a D'us conseguimos consertá-la, e as portas da sinagoga foram novamente abertas. É maravilhoso pensar que ela, que foi construída no Século 18, ainda é o coração da comunidade judaica nos dias de hoje.”

O Beit Chabad dos Wagners atende entre 7.000 a 10.000 judeus que moram na cidade e nas redondezas. Há serviços públicos de orações no Shabat e nas festas, refeições, Sedarim de Pêssach e palestras sobre Torá. Foi construído um micvê que funciona no local do micvê original, construído na era czarista. Há uma cozinha casher industrial na sinagoga, usada para todas as necessidades da comunidade. Há também um centro educacional para crianças e adolescentes, um Centro Diário para cidadãos idosos, um Centro Feminino e um jardim de infância totalmente equipado.

Um emissário tem um grande número de trabalhos, Dorit ensina, cozinha, supervisiona o micvê, faz palestras e aconselha outros. Aharon está ocupado com a construção, supervisionando funcionários e angariando fundos - e, obviamente, ensinando e liderando as preces.

Por que estamos aqui

“Nossos filhos são uma parte integral do motivo pelo qual estamos aqui,” diz Dorit. “Eles sabem que outras crianças os estão observando - como se vestem, rezam e conversam, e tentam ser bons exemplos. No Shabat, eles ajudam na sinagoga, mostrando às pessoas como rezar, agindo como anfitriões para os muitos convidados que vêm para as refeições. As crianças sentem que têm uma responsabilidade e estão orgulhosas disso.”

No inverno, os Wagners fazem viagens ao Lago Baikal, o maior e mais profundo lago de água doce do mundo, que fica a uma hora de distância de Irkutsk. No verão, tentam fazer ume breve visita a Israel, para que os filhos possam desfrutar coisas como o brilho do sol, escutar o hebraico sendo falado nas ruas, ou apenas ir a uma loja e comprar uma guloseima.

“O que nos fortalece em nosso trabalho,” diz Dorit, “ não são os grandes projetos como abrir um jardim da infância, ou restaurar a sinagoga, mas as pequenas coisas: alguém do nosso Círculo das Mulheres, onde são ministradas aulas e promovidos encontros decidindo manter as leis da pureza familiar, um homem resolvendo colocar tefilin todo dia, um dos nossos filhos trazendo um novo amigo à sinagoga, ou pessoas que estavam afastadas do Judaísmo começando a sentir sua centelha judaica. Então eu sinto que nossos esforços estão valendo a pena.”

Aharon e Dorit dizem: “Tentamos viver com os ensinamentos do Rebe, dando aos outros e tornando o mundo um lugar melhor. Todos podem fazer isso, onde quer que estejam. Não precisam vir para a Sibéria.”

Por Tzppy Koltenyuk
Tzippy Koltenyuk is a public speaker, singer and creative writer.
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3 Comentários
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Anônimo Mendes 11 Novembro, 2017

Queria ser judia e poder desfrutar de tudo isso . Reply

Anonymous 4 Setembro, 2015

Cada vez q ouço histórias como estas no judaísmo fico mais inspirada em fazer o bem ao próximo, são verdadeiros exemplos no que se faz, amor e respeito a sua cultura. Que assim seja! Reply

Ricardo Sobreira Brasil 7 Abril, 2015

Bencaos de Deus Linda história de luta e realizações. Reply