Here's a great tip:
Digite seu endereço de e-mail e lhe enviaremos nossa revista semanal com conteúdo novo, interessante e reflexivo que irá enriquecer sua caixa de entrada e sua vida, semana após semana. E é gratuito.
Oh, and don't forget to like our facebook page too!
Entre em contato

Dez Dicas Para Prevenir Intimidação na Vida de seu Filho

Dez Dicas Para Prevenir Intimidação na Vida de seu Filho

Por Suzanne Handler

 E-mail

Recentemente uma menina de 12 anos na Flórida se suicidou porque era intimidada incessantemente pelos seus colegas de classe. Mesmo depois que mudou de escola, a intimidação continuou - online.

O admirável mundo novo da tecnologia criou um monstro: o cyberbullying. Para aqueles que não estão familiarizados com o termo, segundo o site stopbullying.gov, é “intimidação que ocorre usando tecnologia eletrônica… Exemplos incluem mensagens via e-mails com textos cruéis, fofocas enviadas por e-mail ou postadas em redes sociais, fotos e vídeos constrangedores ou perfis falsos.”

Essa é uma ameaça real e séria ao bem-estar de nossos filhos. Com todos os avanços positivos e conveniências que os celulares e computadores trazem para nossa vida, também há um lado sinistro nessa tecnologia que espreita e não pode ser ignorado. Vai além do incômodo, pois esses aparelhos, nas mãos de jovens insensíveis, podem se transformar numa arma com potencial para levar outro ser humano a tirar a própria vida.

As estatísticas são alarmantes. Segundo o dosomething.org, um site para adolescentes que aborda questões sociais, quase 43 por cento de todas as crianças já foram intimidadas via online, 1 em cada 4 já passou por isso mais de uma vez, e somente 1 em cada 10 informa aos pais ou adulto de confiança sobre o abuso. E o mais preocupante, como é relatado no mesmo site, é que aqueles intimidados tem 2 a 9 vezes mais probabilidades de pensar em cometer suicídio.

Mais insidioso e letal que o bullying antes feito no pátio da escola, o bullying digital atinge suas vítimas com e-mails, tweets e textos, tornando sem valor o velho ditado que “paus e pedras podem quebrar meus ossos, mas as palavras nunca me machucarão”. Se o objetivo do intimidador é dar incontáveis golpes na menina ou menino mais vulnerável da turma, as palavras machucam; na verdade, têm o potencial de matar.

A perspectiva judaica sobre abuso verbal (e não-verbal) é simples mas eloquente: “Não deves maltratar teu próximo, e deves temer ao teu D'us.”1 Rashi esclarece: “Isso se refere à opressão verbal (ona’at devarim), ou seja, uma pessoa não pode antagonizar outra, nem dar mau conselho a fim de se beneficiar. E se você fosse perguntar: “Quem jamais saberia das minhas intenções secretas?” o versículo termina com ‘teme a D'us, Aquele que sabe.’

Os pais precisam considerar com cuidado se permitem ou não a Internet em casa. A Internet pode trazer muitas influências negativas para seu lar, das quais o cyberbullying é apenas um exemplo. Se você decidir que permite a Internet, aqui estão algumas precauções a tomar para proteger seus filhos de se tornarem vítimas, ou expectadores, ou até mesmo instigadores do cyberbullying:

1 - Conheça as senhas e nomes dos seus filhos para todas as contas de e-mails, redes sociais e aparelhos eletrônicos. Somente permita que seu filho tenha uma conta no Facebook ou Twitter se você puder ser amigo/seguidor.

2 - Monitore aquilo que seu filho escreve em seus aparelhos e no computador da família. Cheque regularmente o histórico das buscas. (A menina que cometeu suicídio na Flórida tinha procurado maneiras de se matar, o que foi descoberto mais tarde em seu histórico de busca.)

3 - Aprenda a terminologia atual usada pelos jovens quando se correspondem entre eles.

4 - Acesse funções da escola ou comunidade onde o cyberbullying está sendo discutido. Converse com outros pais, professor de seu filho e conselheiro escolar se suspeitar que seu filho está envolvido em cyberbullying.

5 - Fique atento a quais sinais de que seu filho parece ansioso, assustado, retraído ou desinteressado na escola ou em estar com os amigos de antes.

6 - Demonstre para seu filho que você merece confiança sobre qualquer informação de cyberbullying que ele compartilha com você. Explique que manterá segredo desde que a segurança ou saúde de alguém não esteja em perigo.

7 - Explique que você não pretende castigar seu filho por ser sincero sobre seu envolvimento em cyberbullying. Mantenha as linhas de comunicação o mais abertas possível, com conversas cuidadosas e não ameaçadoras.

8 - Monitore cuidadosamente sua própria reação se seu filho relatar que está sendo assediado.

9 - De maneira apropriada à idade de seu filho, explique o que aconteceu na Flórida, ou numa situação de assédio semelhante, e sua preocupação de que algo terrível possa acontecer em sua família ou qualquer outra.

10 - Diga ao seu filho para tratar os outros da maneira que ele ou ela gostaria de ser tratado. Ensine-o a não dizer ou escrever sobre outra pessoa nada que não se sinta disposto a dizer na frente daquela pessoa.

Infelizmente, a frequência de cyberbullying está aumentando, especialmente entre esudantes do ensino médio. Como é responsabilidade de todo pai proteger seu filho de qualquer dano, pense em discutir os perigos do cyberbullying hoje mesmo com seus filhos.

NOTAS
1.
Levítico 25:17
© Direitos Autorais, todos os direitos reservados. Se você gostou desse artigo, encorajamos você a distribuí-lo, desde que concorde com a política de copyright de Chabad.org.
 E-mail
Participe da discussão
1000 Caracteres restantes
Envie-me e-mail quando novos comentários forem postados.
Ordenar por:
Discussão (1)
2 Maio, 2014
Adorei a vossa abordagem, é uma grande verdade entre crianças e jovens essas tecnologias viciam muito rapidamente. Tenho esse conhecimento de sobrinha e familiares ainda pré adolescentes. Pior ainda quando os país entendem menos dessas tecnologias em que eles os ensinam como funcionam.
Vou divulgar esse belo apelo, na minha família é pena que só eu sigo as leis Judaicas e do D'US de ISRAEL.
Daniel José Piçarra