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Música Silenciosa: Ensinando Nossos Filhos Surdos

Música Silenciosa: Ensinando Nossos Filhos Surdos

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Muitas mães de filhos com necessidades especiais aprenderam que felicidade é uma opção, que elas podem “criar” alegria em seus lares. Quando a vida entrega a essas mulheres extraordinárias desafios aparentemente intransponíveis, elas se concentram no lado positivo. Ao dar valor àquilo que elas e seus filhos podem fazer, em vez de cair em lamentações, elas conseguem construir lares vibrantes e cheios de amor. Este é o caso com Chana Globman, uma mãe e avó que mora em Filadélfia.

Chana já tinha três filhos com audição quando deu à luz um filho surdo, Mordechai. “Não havia nenhum caso de surdez em nossa família em ambos os lados - jamais conhecemos qualquer pessoa surda.” Após Mordechai, Chana teve dois meninos gêmeos que também eram surdos. Em seguida teve um filho com audição, seguido pelo filho mais novo, Yossi, que era profundamente surdo, em seguida uma filha que ouvia. “Meu filho Mordechai não aceitou isso,” relembra Chana sobre o nascimento de Yossi. “Ele chorava: ‘Por que D'us nos deu outra criança surda?’ Eu disse a ele: ‘Onde mais este bebê poderia ter nascido? Já conhecemos a linguagem dos sinais: estamos prontos para ele!”

Onde outras mães poderiam ter visto apenas o negativo, Chana se lembra daqueles anos como repletos de pontos positivos. “Os bebês podem aprender a linguagem dos sinais muito mais depressa do que podem aprender a falar. Este é um dom que D'us deu a eles - usar as mãos mais rapidamente.” Quando Yossi nasceu, a família inteira podia fazer sinais, e ele foi muito menos frustrado do que seus irmãos tinham sido.

Ela matriculou os filhos numa escola para surdos perto de sua casa. “A primeira vez que fui à escola para surdos, foi assustador para mim. As crianças fazem sons guturais. Pensei: meus filhos serão assim?” Ela logo se acostumou ao ambiente e encorajava os filhos a falar e a fazer sinais.

Após algumas provocações antissemitas na escola, Chana os matriculou numa escola judaica para meninos. Mordechai foi primeiro; Chana e seu marido tiveram de convencer o diretor da escola de que seu filho podia se adaptar. Dois anos depois os gêmeos foram matriculados na escola judaica, e três anos depois, foi a vez de Yossi. O distrito pôde prover um intérprete de sinais para matérias em inglês, mas não foi possível encontrar intérpretes para hebraico. Portanto, Chana tomou o problema em suas mãos - literalmente. Durante anos ela ia à escola todo dia com os filhos e atuava como sombra deles na classe.

“Eu tinha de aprender Talmud,” lembra Chana, “o que estava acima da minha capacidade. Era definitivamente um desafio para mim, e era difícil para eles ter a mãe na sala de aula. Mas eles eram gratos. Minha filha mais nova tinha dois anos quando comecei a interpretar, portanto eu a levava junto; ela brincava com as crianças da pré-escola enquanto eu trabalhava.”

Chana diz que é sortuda. Durante sua vida, ela explica, parece ter recebido exatamente as ferramentas de que precisa para enfrentar seus desafios. Quando ela estava na casa dos 20 anos, por exemplo, Chana completou um mestrado em inglês, depois foi para o Ph.D. Estava estudando em Israel na época, e logo decidiu que era absurdo estudar inglês num programa hebraico. Parou seus estudos de doutorado e passou a trabalhar ensinando inglês como segundo idioma, que ela achava ser uma opção mais prática num país estrangeiro. Anos depois, ela pôde usar esses ensinamentos para ajudar os filhos. “Era uma siyata d’Shemaya”, diz Chana, usando a expressão judaica para “uma bênção dos céus.”

Outra “ferramenta” que Chana recebeu foi se envolver com o ramo de P’TACH da Filadélfia, Pais para Torá para Todos Filhos, que ajuda a prover recursos educativos para crianças com necessidades especiais. Chana se envolveu porque o filho de uma vizinha tinha problemas de aprendizado, e Chana queria ajudar.

Porém ela logo descobriu que havia muito poucos recursos para crianças surdas na comunidade judaica local. Uma visita em Nova York a famílias com surdos a convenceu de que precisava criar os próprios recursos em Filadélfia. “A primeira vez que fomos [a um fim de semana para surdos], Mordechai viu um homem mais velho com uma kipá e aparelho auditivo, e apontou para ele. Então voltou-se para mim - ele viu que era normal, que havia pessoas que pareciam como ele.” Chana tornou-se presidente de P’TACH e expandiu suas atividades para ajudar uma grande quantidade de crianças, provendo recursos a escolas para crianças com necessidades especiais.

Dois dos seus filhos surdos prosperaram, casando e tendo filhos. A vida continuava a ser repleta de desafios enquanto dois ainda estão lutando para encontrar seu caminho. O filho mais velho de Chana foi envolvido num grave acidente de ônibus aos dezenove anos, e teve um severo trauma cerebral.

“Fui informada de que ele jamais voltaria a andar, falar, ver nem ouvir,” diz Chana. “Mas graças a D'us.” O que há para agradecer a D'us numa tragédia dessas? Chana é clara: o prognóstico não foi tão sério quanto os médicos temiam a princípio. “Ele ainda está aqui,” diz Chana. “Todo mundo é importante, todo mundo tem valor. E ele é um ser humano funcional.” Por isso, ela está profundamente grata.

Hoje, Chana ainda trabalha com crianças com necessides especiais e é presidente da P’TACH. E ela ainda vê tudo que aconteceu a ela e seus filhos como uma bênção. “D'us me deu este desafio. Ele poderia ter me dado muitos outros tipos de filhos, mas isto foi algo que pude trabalhar! Cresci tremendamente como resultado disso.”

Por Yvette Miller
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5 Comentários
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José Vilson Portugal Londrina 5 Março, 2016

Um lição de vida como esta toca o mais profundo da nossa alma. Sra., YVETTE MILLER, obrigado por compartilhar a história de Chana. Uma lição tão grande de amor, bravura e perseverança.
Gratidão Reply

Anonymous 8 Março, 2014

A comunicação com os surdos é maravilhosa, eu estudo Libras e tenho amigos surdos. Libras lingua de sinais brasileiros. Reply

Fco Barroso 19 Janeiro, 2014

A vida é uma grande universidade, mas pouco ensina a quem não
sabe ser um aluno...
Ser feliz não é ter uma vida isenta de perdas e frustrações. É ser alegre,
mesmo se vier a chorar. É viver intensamente, mesmo no leito de um hospital. É
nunca deixar de sonhar, mesmo se tiver pesadelos. É dialogar consigo mesmo,
ainda que a solidão o cerque.
É ser sempre jovem, mesmo se os cabelos embranquecerem. É contar
histórias para os filhos, mesmo se o tempo for escasso. É amar os pais, mesmo se
eles não o compreenderem. É agradecer muito, mesmo se as coisas derem
errado. É transformar os erros em lições de vida. Reply

Samua de Brito Paiva Rio de Janeiro/RJ 14 Janeiro, 2014

Isto é profundamente judaico: uma cultura que procura extrair a positividade dos mais variados fatos da vida e agradecer a D'us. Reply

Realda Mentges jaragua do sul sc brasil 13 Janeiro, 2014

Deus nos deu as mãos que podem falar ecomunicar com nossos amigos surdos . Eu fico grata em poder estudar Libras ( lingua brasileira de sinais) e assim ter amigos surdos. Que gosto muito. Reply