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Percepção e Poder

Percepção e Poder

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Uma ideia básica no pensamento contemporâneo é não somente os direitos do indivíduo, mas também seu poder. Se existe uma questão com que você realmente se preocupa, então, através do processo democrático, do poder do lobby, fazer com que a imprensa se envolva para levantar o interesso do público e afetar a opinião geral – você realmente poderá fazer algo sobre isto. De alguma forma, qualquer pessoa pode mudar o mundo.

Em termos espirituais, esta é uma antiga ideia judaica. Há mais de oito séculos, Maimônides escreveu que cada pessoa deve considerar-se igualmente equilibrada entre o bem e o mal. Isto significa, diz Maimônides, que o nosso próximo passo pode mudar o equilíbrio entre nós mesmos e o mundo inteiro. Uma boa ação, ou até mesmo – comentava o Rebe, de abençoada memória – um bom pensamento, pode puxar a balança da existência para o lado do bem e trazer a cura ao mundo1.

Isto significa que cada pessoa é fundamental. Sua percepção sobre a vida pode ser um fator essencial não somente para seu próprio bem-estar, mas para o mundo como um todo. Nossa percepção sobre a vida é, de fato, um tema chave em nossa Parashá, que fala sobre as pragas que D’us enviou ao Egito.

Qual foi o propósito das pragas?

Bem, uma resposta certamente é forçar os egípcios, principalmente o Faraó, a deixarem os judeus partirem livremente. Elas também podem ser vistas como uma punição por sua crueldade contra os escravos judeus. Entretanto, se nós examinarmos cuidadosamente o texto da Torá, veremos que elas não foram apenas uma forma de mostrar força nem de causar dor. O objetivo foi mais sutil.

D’us explica que o propósito dos milagres no Egito foi que o “Egito saberá que Eu sou D’us”2.

Quando o Faraó confrontou Moisés pela primeira vez que estava pedindo que os judeus fossem libertados, o Faraó respondeu: “Quem é D’us a quem eu deva ouvir e deixar os judeus partirem livres? Eu o desconheço”3 Isto significa que o objetivo das pragas era fazer o Faraó reconhecer a D’us. Somente então ele deixaria os judeus saírem do Egito.

Entretanto, este também não é o objetivo final das pragas. D’us dá uma outra explicação a Moisés. As pragas foram enviadas para que o Povo Judeu contasse aos seus filhos e aos seus netos sobre o que aconteceu e eles “saberão que eu sou D’us”4.

O propósito das pragas foi mudar nossa percepção sobre a vida, de forma que, através das gerações, nós reconheçamos D’us e o significado de Seus ensinamentos. Para o antigo Faraó, as pragas serviam para que ele eventualmente obedecesse a D’us e libertasse o Povo Judeu. Para nós, elas significam que nós reconhecemos o poder do Criador em nossas vidas e, portanto, possamos dar o passo certo que trará a bondade e a cura ao mundo.

NOTAS
1.
Maimônides, Leis do Arrependimento, 3:5.
2.
Shemot 7:3-5.
3.
Shemot 5:2.
4.
Shemot 10:2. Ver o Likutei Sichot do Lubavitcher Rebe, vol. 36, p.33 ff.
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