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Casher Na Viagem

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Amo comida. Quero dizer, realmente amo comida. E por mais constrangedor que seja admitir, passo bastante tempo pensando quando vou comer, o que vou comer e onde vou comer. Algumas pessoas precisam de sono. Eu não; preciso ser alimentada. E como qualquer um que me conheça pode dizer, se eu estiver com fome, mantenha distância – muita, muita distância.

Quando meu marido e eu recebemos a oferta incrível, única, de passar uma semana de férias numa praia em uma ilha longínqua, fiquei encantada. Seria uma semana sem crianças, numa casa linda com uma paisagem incrível. Mas havia um problema. E para mim, não era pequeno. Sem um restaurante casher nem a possibilidade de conseguir comida casher por perto, onde iríamos comer?

Eu sei, a maioria das pessoas pegaria algumas latas de atum e acharia suficiente. Mas isso não funciona para mim. Se estou saindo de férias, e quero realmente me divertir, desejo comer. E bem. Portanto, vi que teria de encontrar uma maneira para ficar nesse paraíso e me sentir saciada.

Felizmente, consegui. E gostaria de partilhar com você minhas dicas e as lições aprendidas para uma ótima viagem casher!

Minhas dicas são baseadas em nossa situação que incluía acesso a uma geladeira, freezer e um pequeno grill. Sei que sem essas coisas fica mais difícil, mas se você não tiver um freezer no quarto, com frequência o hotel permite que use o deles. E muitos hotéis permitem que você asse num balcão, e pequenos grills são baratos e fáceis de achar.

Embora tivéssemos o luxo de um grill, tínhamos também um voo de 14 horas, e era preciso conferir a comida com nossa bagagem embaixo do avião. Tínhamos uma escala de cinco horas, e viajamos em junho quando estava quente (i.e., com uma escala, a bagagem fica na pista, não debaixo do avião. Por baixo do avião é sempre muito frio, portanto não há perigo de a comida estragar. Mas como felizmente descobrimos, embalando da maneira certa, nossa comida ficou intacta.

Então aqui vão as dicas:

Não perecíveis. Viaje sempre com alguma comida que você possa preparar facilmente no avião ou numa parada ao longo do caminho. Isso além daquilo que você planeja comer durante suas viagens até seu destino. Você também quer garantir que tem comida suficiente, portanto se sua bagagem for extraviada ou se as coisas estragarem, você não vai passar fome. Levamos sopas instantâneas que exigem somente água quente e caixas de cuscuz que também cozinham com água quente. Você consegue arrumar água quente em qualquer lugar, e a melhor parte é que se você a pedir numa xícara grande, pode simplesmente fazer a sopa ou o cuscuz ali, e é fácil de transportar. Ambas satisfazem (leve sopas instantâneas com macarrão) e garantem uma refeição quente a qualquer hora e em qualquer lugar.

Outra comida boa e que satisfaz são tortillas de farinha. Não ocupam muito espaço, não estragam e satisfazem. As tortillas são boas para qualquer sanduíche.

Perecíveis. Estávamos indo para uma semana inteira, terminando com o Shabat. Ou seja, precisávamos de comida suficiente para pelo menos oito jantares para duas pessoas. Então, levamos uma “mini geladeira” (pode ser um isopor ou caixa térmica com gelo que colocamos dentro de sacos plásticos amarrados para não vazarem.. Ali coloquei carne congelada incluindo bifes, peitos de frango, carne picada e hot dogs. Como tudo estava congelado, e embrulhado apertadametne com outra sacola congelada por cima, quando desempacotamos quinze horas depois, tudo permanecia completamente congelado.

Embora bifes sejam ótimos, ocupam muito espaço e geralmente são um por pessoa. Portanto, foram reservados para o Shabat. Outra carne de panela foi fatiada e duram bastante se bem condicionadas e refrigeradas. Se sobrar um bife ele pode ser utilizado para sanduíches no almoço do dia seguinte. O mesmo se aplica aos hot dogs. Os pacotes são pequenos mas são suficientes para algumas refeições, não precisam ficar congelados, não estragam (eu sei, eu sei, estão repletos de nitratos, mas nossas opções eram limitadas!) e podem ser cozidos em água fervente se não houver outra opção.

Temperos: levamos uma maionese pequena, ketchup, molho de soja, mel e azeite de oliva. Levamos tudo em pequenas garrafas plásticas. Se você tiver acesso a um microondas, tudo que estiver embrulhado duplamente em sacos plásticos pode ser cozido. Aonde quer que você viaje, frutas frescas e vegetais estão disponíveis. Frutas são tudo que você precisa para o desjejum. Para o almoço, pode comer saladas e cuscuz que podem ser comidos quentes ou frios. Como você tem bastante sacos plásticos, use-os para armazenar o cuscuz e misturar saladas dentro dos sacos. Você também pode ter ótimos sanduíches embrulhados em plástico… e se levar aquele atum...poderá apelar novamente para os sanduíches clássicos.

Jantar. É aqui que entra a carne. Asse a carne no grill e os vegetais frescos que comprou. Com complementos como bife e peito de frango, podem ser comidos quentes ou frios e usados para sanduíches.

Pensando no Shabat... Você também precisará levar vinho ou suco de uva em garrafa plástica para não correr o risco de quebrarem, ou embrulhadas em saco bolha dentro da mala. Também leve as velas para o acendimento, as descartáveis são as melhores, que já vêm com a base em forminhas de alumínio. Leve três chalot pequenas e mantenha-as refrigeradas para que não mofem.

Para o preparo dos alimentos basta levar um kit enxuto: uma faca para cortar, um descascador e dois conjuntos de vasilhas. Pratos, copos e taheres descartáveis na mala ou se puder ser adquirido em um supermercado local. Embora preferíssemos não fazer isso, você também pode viajar com comida pré-cozida em embalagens de alumínio. Se forem duplamente embrulhadas em alumínio podem ser reaquecidas em qualquer forno. A maioria dos hotéis permite que você aqueça em seus fornos. Se estiverem em embalagens plásticas que podem ir ao microondas, e estão duplamente embrulhadas (mais um plástico envolvendo o recipiente plástico) podem ser aquecidas em qualquer microondas (segue o mesmo princípio das duas camadas de alumínio citadas acima).

Boa viagem e Bon appetit!

Por Sara Esther Crispe
Sara Esther Crispe, escritora, palestrante inspirada e mãe de quatro filhos, é editora de TheJewishWoman.org. É também editora da seção Vida e Sociedade de Chabad.org. Para contratar Sara Esther para uma palestra, clique aqui.
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Lucélia Schirrmann Ivoti, RS, Brasil. 21 Novembro, 2013

Excelentes dicas! Adorei as dicas! Elas são ótimas, pois quando viajamos precisamos de muita energia vital, uma vez que um lugar desconhecido nos gera preocupações que não temos no conforto de nosso lar! Reply