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Opinião Judaica Sobre o Divórcio

Opinião Judaica Sobre o Divórcio

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Quando um casal se casa numa cerimônia judaica, suas almas se tornam uma. É como uma operação espiritual que pega seres separados e os funde num novo todo. A cerimônia judaica de divórcio é o reverso disso. É uma amputação espiritual, separando uma parte da alma unida da outra, criando dois seres separados.

O divórcio, como uma amputação, é uma tragédia, mas às vezes é a coisa certa a fazer. Nossa atitude para com o divórcio é paralela de várias maneiras à nossa atitude com a amputação de um membro.

É doloroso

Quando um membro se torna tão doente que coloca em perigo o restante do corpo, o paciente se vê com uma terrível escolha: enfrentar a dor de uma amputação, ou arriscar-se ao pior sofrendo por deixar as coisas como estão. Se os futuros riscos são suficientemente altos para claramente superar o sofrimento atual, a coisa certa a fazer é cortar fora o membro. Similarmente, o divórcio é doloroso para todos os envolvidos, mas é a escolha certa quando permanecer num relacionamento doentio somente causará mais danos, sofrimento e dor no coração.

É um último recurso

Fazemos todo o possível para evitar a necessidade de amputação. Se houver uma chance remota de que o membro possa ser salvo, mesmo com grande esforço e despesa, vale a pena tentar. Somente após exaurir todas as outras possibilidades recorremos à mutilação. O mesmo ocorre com o divórcio – somente é considerado depois que o aconselhamento e esforços sinceros provarem-se infrutíferos.

Não é apenas um “Plano B”. A amputação não é considerada levianamente. Não é vista como uma opção se as coisas não derem certo. Ninguém faria experimentos descuidados no corpo, dizendo: “Se algo acontecer aos meus membros, sempre posso amputar.”

Similarmente, não entramos no casamento dizendo: “Se as coisas não derem certo, sempre podemos conseguir um divórcio.”

O divórcio não deveria ser um fator na decisão de se casar. O casamento é para sempre. Não há um Plano B.

A prevenção é melhor que a cura. Os amputados podem levar uma vida plena e feliz. Podem ficar melhor depois da operação do que estavam antes. Mas se pudessem começar a vida de novo, não escolheriam passar por aquilo uma segunda vez. Assim também, o divórcio pode às vezes levar à felicidade, e o verdadeiro amor e contentamento pode vir após a dissolução de um relacionamento. Mas se pudermos atingir aquele ponto sem o sofrimento do divórcio, certamente isso seria preferível.

Com frequência, quando um casal se separa, a pergunta não é: “Por que eles se divorciaram?” mas sim “Em primeiro lugar, por que eles se casaram?”

Em muitos casos as pessoas estão se divorciando pelos motivos certos, e se casando pelos motivos errados. As altas taxas de divórcio não deveriam nos deixar com medo de casar, mas sim fortalecer nossa resolução de levar o casamento a sério, e assegurar que estamos escolhendo nosso parceiro pelos motivos corretos.

Quais são os motivos corretos?
Essa é uma outra questão.

Por Aron Moss
Rabi Aron Moss ensina Cabalá, Talmud e Judaísmo prático em Sydney, Austrália, e contribui frequentemente com Chabad.org.
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Discussão (7)
9 Agosto, 2016
Gostei muita da forma como foi colocado. Eu tive essa experiência, me divorciei e hj tenho mais maturidade pra entrar em um relacionamento. Não tenho pressa , nem tenho ansiedade, não corro atrás de ninguém, quero algo sólido. Acho que na amizade vc tem um bom tempo pra conhecer alguém, seu caráter, suas atitudes. Quero alguém comprometido com o judaísmo. Como estou no começo, amei esse texto. Shalom
Sonia
Vila Velha, ES
2 Agosto, 2016
Divorcio
Os motivos de separação de um casal devem estar relacionados com falhas morais e de caráter de quaisquer das partes. Adultério, vícios que prejudicam a família como um todo e por último, quando os parceiros não proporcionam prazer ao cônjuge. Este motivo deve ser cuidadosamente avaliado até mesmo com o auxílio de um medico.
Alberto Chamovitz
Rio de Janeiro
3 Agosto, 2013
Gostei do parágrafo "porque casaram?"....Tenho quase quatro anos que me divorciei, e até a hipótese de ter uma namorada me apavora. tamanho foi esta ruptura na minha vida.
João Oliveira
Newark, New jersey
30 Maio, 2013
É exatamente o que eu acho!
Ivanilde
22 Maio, 2013
Gostei muito do artigo.Principalmente do parágrafo que diz que as pessoas estão casando por motivos errados, e isso infelizmente é o que tem acontecido. A pergunta que fica é como casar pelos motivos certos?
Bem, li um artigo nesse mesmo site escrito pelo Rabino Dav. Heller, que diz "Dez dicas para não se casar com a pessoa errada", muito bom o artigo. Vc que é solteiro(a), noivo(a), leia-o.
Sou solteira, e meu pensamento a respeito de casamento é o que a maioria pensa, que seja pra sempre. Mas para que se viva um casamento pra sempre é necessário observar muitas coisas antes do casamento, e o artigo fala justamente disso. E é claro a Torá é a própria instrução para toda área da nossa vida de abundância e de paz.

maria Barbosa
Macapa, p,Brasil
24 Abril, 2013
Interessante o assunto. Vou me casar em poucos meses, e sei que vou ter que enfrentar algumas situações no meu casamento. Eu e minha noiva ainda somos jovens e muito impulsivos, mas nada de muito grave. Esse artigo serve mais para quem quer se casar, para refletir melhor sobre sua escolha. Eu, pelo menos, ainda quero me casar com a minha noiva.
Gabriel Falcão
Manaus, Brasil
26 Fevereiro, 2013
Gostei muito da explicação. Não quero me divorciar nunca do meu marido!
Edna Winter
Rio de Janeiro, RJ/Brasil