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Terça-feira, 11 Abril, 2017

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Pêssach - 1º dia (2º Sêder a noite)
Horas haláchicas (Zmanim)
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História Judaica

A 15 de Nissan de 2018 (1743 AEC), D’us forjou um pacto especial com Avraham, no qual o destino do povo judeu foi previsto: a Terra Santa era transmitida a eles como seu eterno legado, mas primeiro eles teriam de passar pela galut – exílio e perseguição. “E Ele disse a Avraham: ‘Saiba que teus descendentes serão estranhos numa terra que não é a deles, e serão escravizados, e serão afligidos por eles durante quatrocentos anos… e depois eles sairão com grandes riquezas.’ E quando o sol se pôs e ficou escuro, veja, uma fornalha fumegante e uma sarça ardente passou entre aquelas peças… Naquele dia D’us fez um pacto com Avraham dizendo: ‘Para tua semente Eu dei esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o Eufrates’” (Bereshit 15:13-18).

Quando Lot foi feito prisioneiro pelos quatro reis que conquistaram as “cinco cidades da planície” (Sodoma, Gomorra, Admah, Zevoim e Zoar), Avraham, ajudado apenas por um grupo pequeno de servos leais, foi à luta para resgatar seu sobrinho; “a noite dividida para eles, ele e seus servos, e eles os derrotaram, perseguindo-os até Hovah, que fica à esquerda de Damasco… E ele recuperou toda a propriedade; também seu parente, Lot, e sua propriedade foram recuperados, e também as mulheres e o povo” (Bereshit 14:15-16).

No terceiro dia após sua circuncisão aos 99 anos três anjos visitaram Avraham: Rephael curou-o, e Michael informou Avraham e Sarah que dali a exatamente um ano, eles teriam um filho. (O terceiro anjo, Gabriel, foi a Sodoma para destruir a cidade perversa).

“D’us lembrou Sarah como Ele tinha dito: e D’us fez para Sarah como Ele tinha falado. E Sarah concebeu, e deu a Avraham um filho em sua idade avançada, no prazo determinado sobre a qual D’us falara com ele… Avraham tinha cem anos de idade, quando lhe nasceu seu filho Yitschac. E Sarah declarou: ‘D’us preparou-me riso, portanto todo aquele que ouvir rirá (se alegrará) (yitzchak) comigo’” (Bereshit 21:1-6).

“E Yaacov foi deixado sozinho, e um homem lutou com ele até o romper da aurora. Quando viu que não podia com ele, tocou-lhe na junta da coxa, e desconjuntou-se a coxa de Yaacov em sua luta. E o anjo disse: ‘Deixar-me ir, pois o dia está nascendo’, mas Yaacov disse: ‘Não o deixarei ir, a menos que tenha me abençoado.’ Portanto o anjo disse: ‘Qual é o teu nome?’ e ele respondeu ‘Yaacov’. E ele disse: ‘Teu nome não será mais chamado Yaacov, mas Yisrael; pois lutaste com D’us e com os homens, e prevaleceste’” (Bereshit 32:25-29). Era a véspera de 15 de Nissan. Na manhã seguinte, Yaacov enfrentou Essav. Essav, que tinha vindo com um bando de homens armados com a intenção de matar o irmão, “correu para encontrá-lo, e abraçou-o, caiu ao seu pescoço, beijando-o, e eles choraram”. Essav convidou Yaacov para ir com ele ao seu reino na montanha, Se’ir, mas Yaacov respondeu: “Por favor, que meu senhor vá na frente de seu servo; e eu seguirei lentamente, conforme o passo do rebanho que vai à minha frente e os filhos, até que eu chegue ao meu senhor em Se’ir” – uma promessa que ainda não foi cumprida (ibid. 33:4-14).

A 15 de Nissan de 2447 (1314 AEC) – exatamente um ano antes do Êxodo – Moshê estava pastoreando os rebanhos de seu sogro, Yitrô, ao pé do Monte Sinai, quando D’us lhe apareceu numa “sarça ardente que queimava com fogo, mas não era consumida” e instruiu-o a voltar ao Egito, ir perante o faraó, e exigir em nome de D’us: “Deixa Meu povo ir, para que eles possam servir-Me.” Durante sete dias e sete noites Moshê argumentou com D’us, dizendo ser a pessoa errada para aquele trabalho, antes de aceitar a missão de redimir o povo de Israel e levá-los ao Sinai.

Ao romper da meia-noite de 15 de Nissan do ano 2448 (1313 AEC), 210 anos após Yaacov estabelecer-se no Egito e 430 anos após o “Pacto Entre as Partes”, D’us enviou a última das dez pragas sobre os egípcios, matando todos os primogênitos. Mais cedo naquela noite, os Filhos de Israel conduziram o primeiro “Sêder” da história, comendo a carne assada da oferenda de Pêssach com matsot e ervas amargas, e salpicando o sangue do sacrifício sobre os batentes das portas como um sinal de que D’us “passará por cima” das casas deles quando infligir a praga sobre os egípcios. A resistência do faraó em libertá-los foi vencida, e ele praticamente enxotou seus antigos escravos para fora do país. Alguns milhões de almas – 600.000 homens adultos, além das mulheres e crianças, e uma grande “multidão mista” de não-hebreus que se juntaram a eles – deixaram o Egito naquele dia, e começaram a jornada de 50 dias rumo ao Sinai e ao seu nascimento como povo escolhido de D’us.

No sétimo dia do banquete real (veja em: “O dia de hoje na história Judaica” para 9 de Nissan) o rei Achashverosh exigiu que a Rainha Vashti aparecesse nua a fim de expôr em público sua beleza diante de todos os convidados. Quando Vashti recusou-se a cumprir este pedido obsceno, o rei ordenou que fosse executada. Sua morte foi uma retribuição divina por sua penchant em forçar meninas judias a trabalharem no Shabat abrindo caminho para que Esther se torna-se rainha e salva-se o povo judeu da trama de Haman.

Daniel foi jogado numa cova de leões famintos por Dario I da Pérsia, por violar um edito dizendo que nenhum homem podia rezar a nenhum deus exceto o rei, durante 30 dias. Milagrosamente, os leões não o tocaram, e ele saiu ileso da toca (Daniel 6:5-29).

Leis e Costumes

Nissan marca o final da "estação das chuvas" na Terra Santa. Começando com a prece Mussaf no 1º dia de Pêssach, omitimos a passagem em nossas preces louvando a grandeza de D’us como provedor de chuva (Mashiv haruach umorid hageshem), substituindo-a pelas palavras Morid hatal ("Que faz cair o orvalho").

"E contareis a partir do dia seguinte ao Shabat, desde o dia em que trouxerem a oferenda do Ômer, sete semanas completas serão; até o dia seguinte da sétima semana, contareis cinqüenta dias…" (Vayicrá 23:15).

O "dia seguinte ao Shabat" a que se refere o versículo é 16 de Nissan – O 2º dia de Pêssach, que começa hoje ao anoitecer. Nesse dia, a "Oferenda do Ômer" – incluía matsot assadas da nova safra de cevada colhida naquele mesmo dia – era levada ao Templo Sagrado. (Nenhum cereal da nova colheita podia ser comido antes que fosse levada a Oferenda do Ômer.) Assim, em 16 de Nissan também começa a "Contagem do Ômer" de 49 dias, que refaz a jornada espiritual de sete semanas dos nossos antepassados, do Êxodo ao Sinai. Toda noite recitamos uma bênção especial e contamos os dias e semanas que passaram desde o Ômer. O 50º dia é Shavuot, a festa que celebra a Outorga da Torá no Monte Sinai.

Sefirá desta noite: Chessed sheb'Chessed – "Bondade na Bondade"

Fora da Terra Santa, as festas são observadas por um dia adicional. Portanto, além do Sêder de Pêssach conduzido ontem à noite para o 1º dia de Pêssach, um segundo Sede é conduzido hoje à noite, quando começa o segundo dia de Pêssach (no calendário judaico, o dia começa ao anoitecer da noite anterior).